'Cuz smashed guitars sound much better!!!
domingo, 13 de julho de 2008
sexta-feira, 11 de julho de 2008
The kooks, violão e pizza de banana.
O que eu mais tenho sentido saudades nessas férias é do caminho que eu fazia pra chegar na Unb. Dirigir às 16h na L3 vazia... ouvindo the kooks! O que eu gosto nessa banda, é que as música são super tranquilas. Sabe, aquela coisa assim, "cuca-fresca"? Eu estou cansado de rigor, de seriedade demais, de sisudez... eu quero agora ficar despreocupado, sorrir sem razão, manter a cabeça fria. Só sentindo o vento no meu rosto. Igual eu fazia naqueles dias de céu azul.
Não quero mais saber daquela busca cega por perfeição formal. Da ânsia de colocar cada nota tocada no lugar certo. Já passou o tempo que minha vida corria ao som de guitarras pesadas, de solos elaborados e batidas fortes. Agora eu quero mais é sentar na sombra e tocar violão. Ah, como eu queria tocar pelo menos uma música tão bem que emocionasse as pessoas! Violão a gente toca pra se divertir, pra cantar com os amigos, pra fazer graça =P Isso sim é bom.
Um monte de coisas tem mudado. E isso não é tão ruim. Quebrar velhos hábitos, visitar lugares novos, superar paradigmas (frase que eu aprendi esse semestre). Isso tudo faz bem. Ontem foi meu aniversário, o primeiro (desde que me lembro), em que eu não fui na Primo Piato [10/07 - Dia da Pizza]. Mas fui em outra, muito boa. Aí entra a pizza de banana, citada no título. Na verdade ela não tem a menor importância no assunto. Só me deixou feliz, ter encontrado outra pizzaria legal. Não vou esquecer a antiga, que foi tão marcante no passado. Vou continuar sentindo aquela nostalgia quando passar na frente dela e ver a placa de "passo o ponto". Ou quando outro comércio abrir no lugar. Mas eu encontrei outro lugar legal. Espero que seja tudo sempre assim.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Máquina de superação
A Máquina

Acabei de assistir um dos melhores filmes brasileiros dos últimos tempos. Pelo menos na minha desimportante opinião.
O filme é... sublime! É leve, alegre, esperançoso. É uma história bonita, enfim. Além de ter umas falas geniais e um roteiro inteligentíssimo. Teoria da relatividade comendo solta!
Mas não é sobre o filme, esse post. Vendo esse filme comecei a pensar em outros filmes brasileiros que eu gosto. "O Auto da Compadecida", "O Caminho das Nuvens", "Hoje é dia de Maria" (sei que não é filme), que eu lembro agora. Tem tambe´m os que eu não vi (ainda): "O céu de Suely", "O ano em que meus pais saíram de férias", "Cinco frações de uma quase história".
Todos esses filmes tem em comum o relativamente baixo, se comparados a filmes americanos e europeus, custo de produção. E talvez seja a falta de verbas que faz os cineastas brasileiros procurarem outros atrativos para seus filmes, que não sejam efeitos especiais extáticos. Tá, grande parte deles busca esse elemento atrativo no erotismo sem sentido (eu ouvi alguém dizer pornochanchadas??), na comédia pastelão (Didi? Ah, faça me o favor) ou na violência gratuita (tropa de elite, qual é sua missão?). Mas felizmente a alguns que preferem chamar o público com algo mais sutil: Poesia e teatro.
O dramatismo, a originalidade de roteiros, a fotografia, a arte, tudo impressiona pela qualidade e pelo esmero. Mas se não fosse esse cuidado a mais, os filmes sem os vultuosos investimentos hollywoodianos estariam automaticamente fadados ao fracasso. Esse é mais um exemplo da infinita capacidade de superação humana. Sim, Nós somos peritos na bela arte contornar obstáculos, de vencer todas as improbabilidades com esforço e criatividade.
Fica aí a sugestão de leitura, "Como pessoas comuns se tornam extraordinárias": http://engodogeopolitico.blogspot.com/2008/03/como-pessoas-comuns-se-tornam.html
Post muito bem feito do amigo Fontes, lá no Engodo Geopolítico.
sábado, 5 de julho de 2008
Postado para as estrelas
Senhoras estrelas, gostaria de dedicar-lhes este post. Quero agradecer pela graça de vossa beleza, pelas noites em que ouvi "To the stars" (do Dragonheart) em vossa companhia.
Obrigado.
Amo vocês pelo seu brilho, pela alegria de vê-las no céu noturno. Por vocês me animarem quando estou triste, e por sorrirem quando estou feliz. Mas amo vocês pelo que vocês são, não pelo que me parecem. São maravilhas, momentos da mais pura inspiração divina, monumentos da beleza da física. São o mais próximo que nós, homens, podemos estar do infinito, da eternidade. Amo vocês, porque vocês me dão esperança de resistir ao desencantamento. Mesmo que sejam fiapos de esperança.
Jovem Vega, mesmo tua pouca idade não impede de seres grande, entre os maiores do firmamento.
Aldebaran, por que segue as sete irmãs? Escolhe uma, campeão!
Acrux, sobre ti está o sinal mais poderoso do ocidente.
Arcturus, parabéns, tens o nome de um herói. Sua sede de justiça será saciada, ss corações humanos serão postos na balança e a cada um será dado o que mercer.
Antares, fogo, raiva, coração do escorpião.
Betelgeuse, braço forte do guerreiro órion.
Canopus, capitão do navio das estrelas!
Alpha Lupi, minha preferida, a quem os meus semelhantes chamaram de Estrela guia e Estrela da sorte.
Sirius, mais brilhante das estrelas Cão maior, senhora de duas faces, senhora misteriosa
E por fim, Spica, diamante da doce virgem, que entristecida com a terra, buscou justiça no céu. Te amo.
Brilhem sobre nós até o fim, belas damas.
Obrigado.
Amo vocês pelo seu brilho, pela alegria de vê-las no céu noturno. Por vocês me animarem quando estou triste, e por sorrirem quando estou feliz. Mas amo vocês pelo que vocês são, não pelo que me parecem. São maravilhas, momentos da mais pura inspiração divina, monumentos da beleza da física. São o mais próximo que nós, homens, podemos estar do infinito, da eternidade. Amo vocês, porque vocês me dão esperança de resistir ao desencantamento. Mesmo que sejam fiapos de esperança.
Jovem Vega, mesmo tua pouca idade não impede de seres grande, entre os maiores do firmamento.
Aldebaran, por que segue as sete irmãs? Escolhe uma, campeão!
Acrux, sobre ti está o sinal mais poderoso do ocidente.
Arcturus, parabéns, tens o nome de um herói. Sua sede de justiça será saciada, ss corações humanos serão postos na balança e a cada um será dado o que mercer.
Antares, fogo, raiva, coração do escorpião.
Betelgeuse, braço forte do guerreiro órion.
Canopus, capitão do navio das estrelas!
Alpha Lupi, minha preferida, a quem os meus semelhantes chamaram de Estrela guia e Estrela da sorte.
Sirius, mais brilhante das estrelas Cão maior, senhora de duas faces, senhora misteriosa
E por fim, Spica, diamante da doce virgem, que entristecida com a terra, buscou justiça no céu. Te amo.
Brilhem sobre nós até o fim, belas damas.
****************
"Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!"
Mario Quintana; Das Utopias
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!"
Mario Quintana; Das Utopias
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Nota #9
Tive uma conversa com uma amiga que me fez lembrar de uma passagem do Werther: "À noite, prometo-me o prazer de assistir ao raiar do sol e depois não me decido a deixar o leito; durante o dia, espero rejubilar-me com o luar e, afinal, permaneço no meu quarto. Não sei por que me deito e por que me levanto."
Ela havia me perguntado se algum dia eu já tive sentido vontade de simplesmente ficar o dia inteiro deitado, longe de tudo. E bom, já aconteceu uma vez. Em que eu acordei e não queria mais levantar. Queria ficar li deitado e dormir de novo, pra não ter que pensar em nada.
Mas nossa conversa me fez pensar em uma coisa. Por que é mesmo que eu levanto todos os dias?
Claro, falo metaforicamente. Quero dizer, qual o sentido disso tudo? O que nos motiva a manter nossa rotina?
O que devemos fazer? Só Kant explica.
Nem sei de nada, só sei que a resposta é 42.
Frase do dia: "Suddenly someone is there at the turnstile, the girl with kaleidoscope eyes!" - LSD
Ela havia me perguntado se algum dia eu já tive sentido vontade de simplesmente ficar o dia inteiro deitado, longe de tudo. E bom, já aconteceu uma vez. Em que eu acordei e não queria mais levantar. Queria ficar li deitado e dormir de novo, pra não ter que pensar em nada.
Mas nossa conversa me fez pensar em uma coisa. Por que é mesmo que eu levanto todos os dias?
Claro, falo metaforicamente. Quero dizer, qual o sentido disso tudo? O que nos motiva a manter nossa rotina?
O que devemos fazer? Só Kant explica.
Nem sei de nada, só sei que a resposta é 42.
Frase do dia: "Suddenly someone is there at the turnstile, the girl with kaleidoscope eyes!" - LSD
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Conto de um coração gelado - Parte II
Da fera os olhos brilhavam rubros, e a princesa, inerte em horrores turvos, de suas presas pendia dormente. À um suspiro da morte, de que a separava o bardo, somente. E no derradeiro fim, quando a fera vil, sangue real derramaria assim, Pyrlig tocou sem notar um acorde de desespero. A besta então parou e o bordo percebendo, continuou. Tocava lindas canções sobre amores e tragédias, guerreiros e princesas, cravos e camélias. Todo o furor de seu coração vibrava naquelas cordas e mantinha o lobo preso, em curiosa contemplação.
Durante horas tocou o bardo, que com o sangue de suas mãos, alimentou as musas que lhe decidiam o fado. Porém a noite fria castigava, e a exaustão lhe dominou. Por um segundo seus olhas se fecharam e a melodia vacilou. A fera saída de se transe rosnou, e um movimento de sua boca enorme fez gemer de dor a alva princesa. Pyrlig, ao ouví-la, recobrou energias e com musica a acalmou.
Mas o tempo mostrou a Pyrlig que saída não havia. o vento gelado da madruga os fios da via lhe cortaria. Já não podia mais mexer-se e seus dedos queimavam em dor. Não podia continuar, era o fim. Não haveria próximo acorde. Mas a sorte da princesa não a traiu, e velozmente pela estrada, em armadura brilhante e cavalo branco, um cavaleiro surgiu. Sua montaria do bardo desviou, e perante sua lança o lobo caiu. Tomando a princesa nos braços, o valente cavaleiro se ergueu. E com sensata urgência à cidade a levou.
Sozinho restara o bardo, sem forças para caminhar. Nos seus olhos, uma lágrima se fez cristal. O frio lhe tomva a vida. Não podia sentir suas mãos, seu rosto, seu peito, seu coração. E ali mesmo, em uma floresta esquecida pelos homens, morreu o poeta. Morreu com a dor de no fim falhar. Morreu fazendo a escolha certa. Morreu feliz por ter sua vida concedido à princesa, por uma chance de ser feliz. E até hoje, quem se atreve a viajar por aquela estrada antiga, ouve o som doce de um alaúde que sofre, e convida a ouvir sua história, que a todos comove.
E hoje no castelo do rei, um novo bardo faz a lei. Pois canta as palavras que nos sonhos do soberano ecoarão. Há música, e riso, alegria e esquecimento, o fogo continua a aquecer a sala. E um novo bardo canta as tristezas do mundo passado. Um bardo que não é ninguém senão este que aqui vos fala.
Fim
terça-feira, 1 de julho de 2008
Conto de um coração gelado
Senhoras e senhores, nobres e plebeus! Saúdo-vos com a graça do bom Deus, e agradeço vossa paciência. Rogo-vos que relevem a falta de habilidade deste pobre bardo, e aceitem de bom grado as palavras que lhes trago.
Contar-lhes ei a história que não é minha, mas de outro bardo do rei. Por Pyrlig o pobre sujeito respondia. Era magro e franzino e em seu rosto uma máscara sorridente trazia. Bardo e bufão, trovador e palhaço, seu alaúde era celestial e, piadista, não havia quem lhe fugisse ao laço.
Mais que bardo, bufão. assim era o miserável Pyrlig. Fazia cambalhotas e saltava do ar ao chão, arrancava risos incontidos, lágrimas de alegria e fazia de amor donzelas perderem os sentidos.
Era amado por todos, recebia honras e aplausos.
Porém seus próprios sorrisos eram sempre falsos. Assim descobriu a criança, ao ver um dia, no camarim, o choro que vinha dos olhos do bardo, escondido sob a máscara sorridente. "Porque choras bardo?" disse o menino. "Por nada que valha a pena ser dito, pequeno senhor". O garoto porém percebeu, como alguns outros, que todas as melodias, todas as canções, todos os olhares do bardo se concentravam nela. A princesa do castelo. Bela assim não havia, senhora dos sorrisos e dos abraços. Gentil com todos, a cada um reservava um olhar atencioso. Mas o bardo, triste mortal, ousou desejar o amor da princesa. Ousou pedir em seu coração que os olhares da princesa trouxessem algo além de gentileza.
Cada música que o bardo tocava, cada acorde dedilhado, tudo trazia seu amor. Tudo era pensado. Mas ele sabia, no fundo de seu peito, embora negasse, que tê-la era um impossível feito. Podia um homem se apaixonar pelas estrelas e ser feliz? E ao pensar nisso chorava, mas a mascara escondia suas lágrimas e ninguém podia vê-las.
"Terrível dor a vida me reservou" pensava sempre o bardo, cheio de imenso amor. E de assim pensar todo dia, cada vez mais o bardo sofria.
E assim foi, até que um dia, perdida numa noite tão escura e fria, vagava a carruagem da princesa. Uma longa viagem fora perturbada pela neve, que castigara duramente e agora caía leve. As estrada em frente seguia, deserta, tomando um rumo que ninguém sabia.
No interior da carruagem o bardo com sua musica a princesa encantava. Então um estrondo ecoou e o grito dos guardas se ouviu. No meio da estrada, de repente um lobo surgiu. Não um lobo comum, como se vê. Eram um monstro enorme, cria das sombras de feiticeiros, podem crer. A fera aniquilou os indefesos soldados e destroçou a carruagem. Tomando a princesa entre os dentes, estava prestes a matá-la.
Esperai! Amigos, companheiros, acalmai vossos ânimos. As horas passam, e o sol já nasce. Cessem as histórias e os cânticos. Histórias tristes devem ser cantadas ao luar. Voltai quando a Dama Branca se mostrar novamente. Então contar-lhes-ei o triste fim de um coração ardente.
Contar-lhes ei a história que não é minha, mas de outro bardo do rei. Por Pyrlig o pobre sujeito respondia. Era magro e franzino e em seu rosto uma máscara sorridente trazia. Bardo e bufão, trovador e palhaço, seu alaúde era celestial e, piadista, não havia quem lhe fugisse ao laço.
Mais que bardo, bufão. assim era o miserável Pyrlig. Fazia cambalhotas e saltava do ar ao chão, arrancava risos incontidos, lágrimas de alegria e fazia de amor donzelas perderem os sentidos.
Era amado por todos, recebia honras e aplausos.
Porém seus próprios sorrisos eram sempre falsos. Assim descobriu a criança, ao ver um dia, no camarim, o choro que vinha dos olhos do bardo, escondido sob a máscara sorridente. "Porque choras bardo?" disse o menino. "Por nada que valha a pena ser dito, pequeno senhor". O garoto porém percebeu, como alguns outros, que todas as melodias, todas as canções, todos os olhares do bardo se concentravam nela. A princesa do castelo. Bela assim não havia, senhora dos sorrisos e dos abraços. Gentil com todos, a cada um reservava um olhar atencioso. Mas o bardo, triste mortal, ousou desejar o amor da princesa. Ousou pedir em seu coração que os olhares da princesa trouxessem algo além de gentileza.
Cada música que o bardo tocava, cada acorde dedilhado, tudo trazia seu amor. Tudo era pensado. Mas ele sabia, no fundo de seu peito, embora negasse, que tê-la era um impossível feito. Podia um homem se apaixonar pelas estrelas e ser feliz? E ao pensar nisso chorava, mas a mascara escondia suas lágrimas e ninguém podia vê-las.
"Terrível dor a vida me reservou" pensava sempre o bardo, cheio de imenso amor. E de assim pensar todo dia, cada vez mais o bardo sofria.
E assim foi, até que um dia, perdida numa noite tão escura e fria, vagava a carruagem da princesa. Uma longa viagem fora perturbada pela neve, que castigara duramente e agora caía leve. As estrada em frente seguia, deserta, tomando um rumo que ninguém sabia.
No interior da carruagem o bardo com sua musica a princesa encantava. Então um estrondo ecoou e o grito dos guardas se ouviu. No meio da estrada, de repente um lobo surgiu. Não um lobo comum, como se vê. Eram um monstro enorme, cria das sombras de feiticeiros, podem crer. A fera aniquilou os indefesos soldados e destroçou a carruagem. Tomando a princesa entre os dentes, estava prestes a matá-la.
Esperai! Amigos, companheiros, acalmai vossos ânimos. As horas passam, e o sol já nasce. Cessem as histórias e os cânticos. Histórias tristes devem ser cantadas ao luar. Voltai quando a Dama Branca se mostrar novamente. Então contar-lhes-ei o triste fim de um coração ardente.
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