Quem aqui conhece a banda "Rasputina"?
É uma banda nova-iorquina muito boa, com duas mulheres em vestidos vitorianos, vocais primorosos e que faz uma combinação fantástica de bateria e violoncelos.
Fica ai o vídeo.
Every time that I hear a woman cry 'cos her man has left her flat
I just feel like saying, "don't be such a fool, you fool."
Better dry your eyes, can't you realize
You gain nothing by that
Well, that's no way to keep his heart warm, baby,
When his love grows cool
What's the use in sighing?
What's the use in crying?
If he's wandered off the track
'Cos if your kisses won't hold the man you love
Then your tears won't bring him back, no
You might as well be cheerful
There's no use being tearful
If he's given you the sack
'Cos if your kisses won't hold the man you love
Then your tears won't bring him back
Now, listen
If sweet sugar kissin' isn't gonna make him come home
Tell me, how do ya hope to keep him to ya
With tears instead of song
Just be a normal fella
Come on, say "What the hell-a"
Get his clothes and help him to pack
'Cos if your kisses won't hold the man you love
Then your tears won't bring him back
Love is like home cooking: good, and wholesome
But all men need some mutton on the outside now and then
If you find your boy is cheating,
Do the same, old dear
He's only giving you the chance that you've been waiting for for years
My goodness! Tears won't get you anything
Just a shiny red nose
Go on, paint up, powder up, put on your swellest clothes
Men: go and get 'em by the score
Neglected girls shouldn't worry
That's what God made sailors for!
Don't cry for him or chase him
Just go out and replace him
With some good looking Tom, Dick or Jack
'Cos if your kisses won't hold the man you love
Then your tears won't bring him back
If your kisses won't hold
The man you love
Then your tears won't bring him back!
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Ius contestatio
Meu esporte favorito nos últimos tempos é duvidar.
Duvidei das minhas crenças, dos meus ideais, dos meu princípios.
Nesses eu não mexi.
Duvidei das minhas conclusões, das minhas posições sobre certos assuntos, de certos modelos prontos.
Esses eu mudei alguns.
E duvidei dos meus sentimentos, das minhas escolhas, do que eu devo fazer.
E ainda não cheguei à resultado algum.
Agora venho questionar esse blog. Exatamente, mais uma Metablogagem.
Por que eu criei esse blog? Ele ainda serve à seus princípios? Hoje, qual o sentido de mantê-lo?
Criei ele nas férias, em um momento do mais absoluto otimismo. A idéia era usá-lo como instrumento e meio que como uma desculpa, pra estudar Direito e filosofia. Eu colocaria aqui o resultado dos meus estudos nessas áreas. Bom, não deu certo. Sou preguiçoso demais pra isso.
Tem um outro motivo, que na época era meio obscuro e eu não reconhecia bem, mas que hoje vejo que foi um motivador sim.
Hoje, pra quê tenho esse blog? Tudo o que eu digo aqui é bem classificável como "guarde pra você" ou "Fale logo". É tanta coisa que é irrelevante, que não faz sentido dizer, como esse próprio post, e que são totalmente desnecessárias. Outras vezes escrevo aqui querendo dizer algo pra alguém. Pura covardia, eu deveria simplesmente chegar e falar. Perdão, não entendo muito desabafos.
Mas agora eu já gosto desse lugar. Já gosto de escrever aqui, não dá pra andar pra trás. Então pelo menos vou tentar pensar em uma razão de ser pra isso aqui. Quando eu descobrir, conto pra vocês.
Duvidei das minhas crenças, dos meus ideais, dos meu princípios.
Nesses eu não mexi.
Duvidei das minhas conclusões, das minhas posições sobre certos assuntos, de certos modelos prontos.
Esses eu mudei alguns.
E duvidei dos meus sentimentos, das minhas escolhas, do que eu devo fazer.
E ainda não cheguei à resultado algum.
Agora venho questionar esse blog. Exatamente, mais uma Metablogagem.
Por que eu criei esse blog? Ele ainda serve à seus princípios? Hoje, qual o sentido de mantê-lo?
Criei ele nas férias, em um momento do mais absoluto otimismo. A idéia era usá-lo como instrumento e meio que como uma desculpa, pra estudar Direito e filosofia. Eu colocaria aqui o resultado dos meus estudos nessas áreas. Bom, não deu certo. Sou preguiçoso demais pra isso.
Tem um outro motivo, que na época era meio obscuro e eu não reconhecia bem, mas que hoje vejo que foi um motivador sim.
Hoje, pra quê tenho esse blog? Tudo o que eu digo aqui é bem classificável como "guarde pra você" ou "Fale logo". É tanta coisa que é irrelevante, que não faz sentido dizer, como esse próprio post, e que são totalmente desnecessárias. Outras vezes escrevo aqui querendo dizer algo pra alguém. Pura covardia, eu deveria simplesmente chegar e falar. Perdão, não entendo muito desabafos.
Mas agora eu já gosto desse lugar. Já gosto de escrever aqui, não dá pra andar pra trás. Então pelo menos vou tentar pensar em uma razão de ser pra isso aqui. Quando eu descobrir, conto pra vocês.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Esferas
Não aprendi o que é carinho. Não fui acostumado a dá-lo, consequentemente, nem a recebê-lo. Não é que eu não goste. Ou que não saiba ofereçê-lo. Apenas... não tenho o menor timing. hehehe.
Pensando um pouco na questão de como sou desacostumado à isso, me vêm à cabeça que um momento muito marcante do meu último relacionamento foi quando ela segurou meu queixo e me beijou o rosto. Só isso. De tudo por que passamos o que eu mais lembro é desse dia, sob as árvores ao lado do ICC. Às vezes sinto uma saudade forte daquela época.
Este post é inspirado em uma conversa que tive com um amigo (magrinho, coitado. Só 3% de gordura! Não pode nem jogar tênis!) sobre "esferas" individuais. É tipo assim, cada pessoa impõe limites entre si e os outros. Algumas pessoas são mais abertas ao contato que outras, normal. Pra mim só é difícil saber até onde ir. E na dúvida eu não vou à lugar algum.
Eu tento ocupar o espaço que as pessoas me dão, mas como estávamos discutindo, é preciso invadir a esfera do outro de vez em quando, porque dificilmente ele se abrirá de forma espontânea, porém é preciso saber os limites dessa invasão. É preciso se aproximar das pessoas com certa ousadia, mas sem que ela se sinta violada. É complicado. Complexo demais pra mim, achar a medida das coisas.
Me sinto fadado a uma eterna contemplação.
Pensando um pouco na questão de como sou desacostumado à isso, me vêm à cabeça que um momento muito marcante do meu último relacionamento foi quando ela segurou meu queixo e me beijou o rosto. Só isso. De tudo por que passamos o que eu mais lembro é desse dia, sob as árvores ao lado do ICC. Às vezes sinto uma saudade forte daquela época.
Este post é inspirado em uma conversa que tive com um amigo (magrinho, coitado. Só 3% de gordura! Não pode nem jogar tênis!) sobre "esferas" individuais. É tipo assim, cada pessoa impõe limites entre si e os outros. Algumas pessoas são mais abertas ao contato que outras, normal. Pra mim só é difícil saber até onde ir. E na dúvida eu não vou à lugar algum.
Eu tento ocupar o espaço que as pessoas me dão, mas como estávamos discutindo, é preciso invadir a esfera do outro de vez em quando, porque dificilmente ele se abrirá de forma espontânea, porém é preciso saber os limites dessa invasão. É preciso se aproximar das pessoas com certa ousadia, mas sem que ela se sinta violada. É complicado. Complexo demais pra mim, achar a medida das coisas.
Me sinto fadado a uma eterna contemplação.
domingo, 31 de agosto de 2008
Proibida pra mim
Proibida Pra Mim
Zeca Baleiro
Composição: Charlie Brown Jr.
Ela achouO meu cabelo engraçado
Proibida pra mim no way
Disse que não podia ficar
Mas levou a sério o que eu falei...
Vou fazer de tudo que eu puder
Eu vou roubar essa mulher pra mim
Eu posso te ligar a qualquer hora
Mas eu nem sei o seu nome!
Se não eu?
Quem vai fazer você feliz?
Se não eu?
Quem vai fazer você feliz?
Guerra!...
Eu me flagrei pensando em você
Em tudo que eu queria te dizer
Em uma noite especialmente boa
Não há nada mais
Que a gente possa fazer...
Vou fazer de tudo que eu puder
Vou roubar essa mulher pra mim
Eu posso te ligar a qualquer hora
Mas eu nem sei o seu nome!...
Se não eu?
Quem vai fazer você feliz?
Se não eu?
Quem vai fazer você feliz?
Guerra!...
Eu me flagrei pensando em você
Em tudo que eu queria te dizer
Em uma noite especialmente boa
Não há nada mais
Que a gente possa fazer...
Vou fazer de tudo que eu puder
Eu vou roubar essa mulher pra mim
Eu posso te ligar a qualquer hora
Mas eu nem sei o seu nome!...
Se não eu?
Quem vai fazer você feliz?
Se não eu?
Quem vai fazer você feliz?
Guerra!...
Direita, só pra ser escroto.
O fim último de um sistema ideológico é, ou ao menos deveria ser, elevar as sociedades a níveis mais altos de felicidade. A diferença entre eles é o modo como eles pretendem atingir isso. E também como eles definem felicidade. Ao menos essa é a conclusão a que eu cheguei até agora.
Eu me considero um cara de direita. Só que eu detesto essas pessoas que são de direita só por escrotidão. Tá, eu sei que é divertido assumir posições meio autoritárias e dá um prazer sádico ver a repressão policial caindo sobre um grupo de jovens sonhadores, que protestam contra os bancos internacionais depois de um McLanche feliz com Coca-cola. Mas tem gente que é de direita só por isso. Só pra parecer durão e malvado. Por favor, não confundam direitismo (se é que isso existe) com conservadorismo cego ou conformismo. Comemorar o 31 de março de 64 não é ser de direita de verdade!
Eu andei mudando algumas visões que eu tinha. Mas isso é normal. Eu já fui do totalitarismo extremo ao anarcoliberalismo. Hoje o que eu venho tentando é assumir uma posição mais moderada. Todo radicalismo é, no mínimo, burro.
Vejam, quem me ouve falando, pode até achar que eu sou uma viúva da ditadura, burguês elitista ou um capitalista sem coração. Mas acreditem ou não, eu realmente acredito no que está escrito no primeiro parágrafo deste post. Sistemas político-econômicos devem existir para tornar a vida das pessoas melhor. Eu defendo sim privatizações, um Estado de proporções reduzidas, o conservadorismo moral (ao menos dentro da nossa sociedade), a autonomia do indivíduo... Os bons e velhos ideais de direita. Mas isso não me impede de ver o que tá errado.
A vida da maioria da população mundial é uma droga. Metade das pessoas no planeta não tem acesso à água tratada. Milhões de crianças no país tem uma educação ridícula, a violência se alastra e nossas grandes metrópoles são evidentemente autofágicas. Achar que isso não precisa mudar é cegueira ou cinismo. E quando eu pergunto pra um "jovem engajado" por que ele não leva um mendigo pra casa dele e pára com essa retórica besta de igualdade absoluta, me chamam de fascista!
É preciso reconhecer que nosso sitema tem erros, assim como qualquer outro terá. Só que esses erros estão no homem e não no sistema. O que a privatização de serviços essenciais e revogação dos direitos trabalhistas têm em comum? Ambos são um passo atrás na evolução da civilização, no sentido que levam o homem de volta à competição baseada no poder. Antes físico, hoje econômico. Porém não se pode extrapolar na análise desses dois casos. Privatizar a água potável, como tentou fazer um antigo governo boliviano, é diferente de privatizar a Vale do Rio Doce, ou as telefônicas. São campos econômicos que não são fundamentais à sobrevivência humana, e que têm por objetivo unicamente trazer lucro, o que não deve ser objetivo do Estado. Da mesma forma, a necessidade de proteger os trabalhadores não justifica blindá-los e engessar o mercado.
Mais uma vez retomando a idéia do primeiro parágrafo, todo direcionamento ideológico deve ter por fim a melhoria das condições de vida. Particularmente, desprezo ações pontuais que visem apenas aliviar as tensões sociais. Dar alimentos, brinquedos, roupas, etc, para as pessoas carentes é necessário. Mas não resolve o problema. É preciso tratar os sintomas, mas a patologia social deve ser atacada em seu cerne. Por isso acredito piamente que o trabalho, a educação e a cultura devem ser prioridades absolutas no combate ao subdesenvolvimento e à pobreza. Mas essas prioridades devem ser pensadas criticamente. O trabalho não deve ser só para a acumulação de bens, ou será motivo de frustração, e educação não deve ser só absorver conhecimentos técnicos e a cultura não é mero veículo para o escapismo.
Quando construirmos uma sociedade em que o trabalho seja visto como um instrumento para moldar o mundo em prol do indivíduo, em que a educação seja voltada para a ampliação do conhecimento e produção tecnológica e a cultura seja vista como elemento forjador de caráter e consciência social, teremos então as bases para tornar o Brasil um país igualitário, mas não idiotizante, que dê oportunidades iguais, mas que não nivele as pessoas por baixo, como tanto gostam os esquerdistas.
E antes que acusem este post de ser subversivo, reafirmo algumas posições:
Os homens não são iguais, existes pessoas superiores e inferiores, mas o que determina isso é o esforço e a capacidade pessoais.
O Estado é um Leviatã perigoso e precisa ser vigiado de perto.
Toda a força da lei precisa recair sobre o criminoso, e existem sim pessoas más por natureza.
Direito é ordem e sua função é impedir distúrbios que atentem contra a coesão da sociedade.
No fim, eu continuo de direita. E continuo sem coração, diria Churchil.
Eu me considero um cara de direita. Só que eu detesto essas pessoas que são de direita só por escrotidão. Tá, eu sei que é divertido assumir posições meio autoritárias e dá um prazer sádico ver a repressão policial caindo sobre um grupo de jovens sonhadores, que protestam contra os bancos internacionais depois de um McLanche feliz com Coca-cola. Mas tem gente que é de direita só por isso. Só pra parecer durão e malvado. Por favor, não confundam direitismo (se é que isso existe) com conservadorismo cego ou conformismo. Comemorar o 31 de março de 64 não é ser de direita de verdade!
Eu andei mudando algumas visões que eu tinha. Mas isso é normal. Eu já fui do totalitarismo extremo ao anarcoliberalismo. Hoje o que eu venho tentando é assumir uma posição mais moderada. Todo radicalismo é, no mínimo, burro.
Vejam, quem me ouve falando, pode até achar que eu sou uma viúva da ditadura, burguês elitista ou um capitalista sem coração. Mas acreditem ou não, eu realmente acredito no que está escrito no primeiro parágrafo deste post. Sistemas político-econômicos devem existir para tornar a vida das pessoas melhor. Eu defendo sim privatizações, um Estado de proporções reduzidas, o conservadorismo moral (ao menos dentro da nossa sociedade), a autonomia do indivíduo... Os bons e velhos ideais de direita. Mas isso não me impede de ver o que tá errado.
A vida da maioria da população mundial é uma droga. Metade das pessoas no planeta não tem acesso à água tratada. Milhões de crianças no país tem uma educação ridícula, a violência se alastra e nossas grandes metrópoles são evidentemente autofágicas. Achar que isso não precisa mudar é cegueira ou cinismo. E quando eu pergunto pra um "jovem engajado" por que ele não leva um mendigo pra casa dele e pára com essa retórica besta de igualdade absoluta, me chamam de fascista!
É preciso reconhecer que nosso sitema tem erros, assim como qualquer outro terá. Só que esses erros estão no homem e não no sistema. O que a privatização de serviços essenciais e revogação dos direitos trabalhistas têm em comum? Ambos são um passo atrás na evolução da civilização, no sentido que levam o homem de volta à competição baseada no poder. Antes físico, hoje econômico. Porém não se pode extrapolar na análise desses dois casos. Privatizar a água potável, como tentou fazer um antigo governo boliviano, é diferente de privatizar a Vale do Rio Doce, ou as telefônicas. São campos econômicos que não são fundamentais à sobrevivência humana, e que têm por objetivo unicamente trazer lucro, o que não deve ser objetivo do Estado. Da mesma forma, a necessidade de proteger os trabalhadores não justifica blindá-los e engessar o mercado.
Mais uma vez retomando a idéia do primeiro parágrafo, todo direcionamento ideológico deve ter por fim a melhoria das condições de vida. Particularmente, desprezo ações pontuais que visem apenas aliviar as tensões sociais. Dar alimentos, brinquedos, roupas, etc, para as pessoas carentes é necessário. Mas não resolve o problema. É preciso tratar os sintomas, mas a patologia social deve ser atacada em seu cerne. Por isso acredito piamente que o trabalho, a educação e a cultura devem ser prioridades absolutas no combate ao subdesenvolvimento e à pobreza. Mas essas prioridades devem ser pensadas criticamente. O trabalho não deve ser só para a acumulação de bens, ou será motivo de frustração, e educação não deve ser só absorver conhecimentos técnicos e a cultura não é mero veículo para o escapismo.
Quando construirmos uma sociedade em que o trabalho seja visto como um instrumento para moldar o mundo em prol do indivíduo, em que a educação seja voltada para a ampliação do conhecimento e produção tecnológica e a cultura seja vista como elemento forjador de caráter e consciência social, teremos então as bases para tornar o Brasil um país igualitário, mas não idiotizante, que dê oportunidades iguais, mas que não nivele as pessoas por baixo, como tanto gostam os esquerdistas.
E antes que acusem este post de ser subversivo, reafirmo algumas posições:
Os homens não são iguais, existes pessoas superiores e inferiores, mas o que determina isso é o esforço e a capacidade pessoais.
O Estado é um Leviatã perigoso e precisa ser vigiado de perto.
Toda a força da lei precisa recair sobre o criminoso, e existem sim pessoas más por natureza.
Direito é ordem e sua função é impedir distúrbios que atentem contra a coesão da sociedade.
No fim, eu continuo de direita. E continuo sem coração, diria Churchil.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Exercício de futurologia
Cenário 1:
Chega em casa, para o carro na garagem e desce segurando o blazer na mão.
_Oi amor, cheguei!
_Bom dia, querido! Como foi no serviço?
*beijo*
_Ah, foi tranquilo. Hoje eu fui dar as boas-vindas aos novos procuradores que passaram no concurso. E explicar pra eles o funcionamento lá da PGR.
_Que legal! Hoje à tarde você fica em casa então?
_Não, não. Tenho aquela palestra lá no STF pra apresentar, lembra? E hoje é dia de dar aula lá na UnB.
_Naaah, então você vai chegar tarde hoje?
_Infelizmente... Mas agente pode aproveitar agora...
_Ahauahuah, pára, pára, aqui não seu bobo! Tem gente em casa!
_Falando nisso, onde estão os garotos?
_O Gabriel deve estar chegando, tava no treino de handebol, a Sofia disse que ia almoçar na escola e de lá vai pra aula de violino. O arturzinho tá lá trás, nadando na piscina.
_Tá certo. Você ainda vai sair pro trabalho hoje?
_Não, já terminamos o novo projeto pro museu. Você vai ver quando construírem, ficou lindo!
_Bom! ^^ Então vamos comer, que daqui a pouco preciso ir.
_Ai, tira a mão boba!
_HAuahua, eu já disse que você não é sucrilhos mas desperta o tigre em mim?
_HAuauhaAHUAHu, Seu bobo!
Cenário 2:
Dia do casamento. Entra a noiva.
[pensando]
"Ah, que linda ela fica com esse vestido! Tá vendo como todos olham pra ela? Heheh, meu amigos me invejam. Que bom que o pessoal da faculdade tá aqui. Que saudade eu tenho daquela época! Eu estudei muito, mas valeu a pena! Hoje eu ganho muito bem, tenho um carro de luxo e um emprego bacana. E agora uma modelo pra exibir no shopping! hun-hun... err, falando no trabalho, preciso lembrar de amanhã avisar o Vicente que eu não vou aparecer no escritório. Passar pra ele os números dos processos que eu tava cuidando. Aliás, se não me engano, a votorantin não pagou os honorários do escritório esse mês. Tem algo errado...
[/pensando]
Ahn? Ah sim, aceito, aceito.
Frase do dia: "Quero uma casa com cerca branca e uma esposa com laquê no cabelo, assando tortas." - Eu, em conversa.
Chega em casa, para o carro na garagem e desce segurando o blazer na mão.
_Oi amor, cheguei!
_Bom dia, querido! Como foi no serviço?
*beijo*
_Ah, foi tranquilo. Hoje eu fui dar as boas-vindas aos novos procuradores que passaram no concurso. E explicar pra eles o funcionamento lá da PGR.
_Que legal! Hoje à tarde você fica em casa então?
_Não, não. Tenho aquela palestra lá no STF pra apresentar, lembra? E hoje é dia de dar aula lá na UnB.
_Naaah, então você vai chegar tarde hoje?
_Infelizmente... Mas agente pode aproveitar agora...
_Ahauahuah, pára, pára, aqui não seu bobo! Tem gente em casa!
_Falando nisso, onde estão os garotos?
_O Gabriel deve estar chegando, tava no treino de handebol, a Sofia disse que ia almoçar na escola e de lá vai pra aula de violino. O arturzinho tá lá trás, nadando na piscina.
_Tá certo. Você ainda vai sair pro trabalho hoje?
_Não, já terminamos o novo projeto pro museu. Você vai ver quando construírem, ficou lindo!
_Bom! ^^ Então vamos comer, que daqui a pouco preciso ir.
_Ai, tira a mão boba!
_HAuahua, eu já disse que você não é sucrilhos mas desperta o tigre em mim?
_HAuauhaAHUAHu, Seu bobo!
Cenário 2:
Dia do casamento. Entra a noiva.
[pensando]
"Ah, que linda ela fica com esse vestido! Tá vendo como todos olham pra ela? Heheh, meu amigos me invejam. Que bom que o pessoal da faculdade tá aqui. Que saudade eu tenho daquela época! Eu estudei muito, mas valeu a pena! Hoje eu ganho muito bem, tenho um carro de luxo e um emprego bacana. E agora uma modelo pra exibir no shopping! hun-hun... err, falando no trabalho, preciso lembrar de amanhã avisar o Vicente que eu não vou aparecer no escritório. Passar pra ele os números dos processos que eu tava cuidando. Aliás, se não me engano, a votorantin não pagou os honorários do escritório esse mês. Tem algo errado...
[/pensando]
Ahn? Ah sim, aceito, aceito.
Frase do dia: "Quero uma casa com cerca branca e uma esposa com laquê no cabelo, assando tortas." - Eu, em conversa.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Provando
"Nunca rejeite antes de provar."
Sobre esse assunto, a jurisprudência ainda diverge. Não sei, caro comentador, se já discutimos isso, mas eu discordo dessa sua teoria. É igual ao comunismo. Em um mundo ideal, seria perfeito, mas a vida é um pouco mais complexa.
Enfim, nos sentimos atraídos por alguém em dois casos:
a) O outro corresponde ao ideal que criamos de companheiro. Ele concentra, em todo ou pelo menos em boa parte, as virtudes que achamos desejáveis em alguém. É o par perfeito
b) Algum critério misterioso, como a sua situação emocional, a intervenção divina, ou o alinhamento do sistema solar fazem que você goste da outra pessoal, sem explicação, sem entender. É o que os mangás e novelas mexicanas chamam de amor verdadeiro.
Absolutamente todo relacionamento afetivo se encaixa em uma das duas alternativas acima. Mas se alguém que gosta de você mas não se encaixa nem em a), nem em b), como faz? Não faz. Você dá um fora, a pessoa chora, a vida segue. Talvez, com sorte, um dia a situação possa mudar, mas até lá... Achou que ia ser moleza jogar esse jogo?
Mas você podia me dizer: "Mas porque não dar uma chance para a pessoa, e ver se ela não acaba se enquadrando em a) ou b)?". Sinceramente não sei. Aí eu me complico! Porque eu já cobrei posições parecidas, embora não acredite que seja honesto ficar com alguém sem querer, só para dar uma chance. Acho que o afeto de outra pessoa deve ser conquistado, embora eu mesmo seja um retumbante fracasso nessa área. Claro que é interessante abrir espaço pra outra pessoa mostrar aquilo que ela pode ser. Mas não se entregar imediatamente apostando em algo que não quer.
Na verdade não tenho argumento nenhum para refutar essa idéia. Só posso dizer o que eu digo diante de tudo pra que eu não tenho reposta satisfatória: É complicado.
Sobre esse assunto, a jurisprudência ainda diverge. Não sei, caro comentador, se já discutimos isso, mas eu discordo dessa sua teoria. É igual ao comunismo. Em um mundo ideal, seria perfeito, mas a vida é um pouco mais complexa.
Enfim, nos sentimos atraídos por alguém em dois casos:
a) O outro corresponde ao ideal que criamos de companheiro. Ele concentra, em todo ou pelo menos em boa parte, as virtudes que achamos desejáveis em alguém. É o par perfeito
b) Algum critério misterioso, como a sua situação emocional, a intervenção divina, ou o alinhamento do sistema solar fazem que você goste da outra pessoal, sem explicação, sem entender. É o que os mangás e novelas mexicanas chamam de amor verdadeiro.
Absolutamente todo relacionamento afetivo se encaixa em uma das duas alternativas acima. Mas se alguém que gosta de você mas não se encaixa nem em a), nem em b), como faz? Não faz. Você dá um fora, a pessoa chora, a vida segue. Talvez, com sorte, um dia a situação possa mudar, mas até lá... Achou que ia ser moleza jogar esse jogo?
Mas você podia me dizer: "Mas porque não dar uma chance para a pessoa, e ver se ela não acaba se enquadrando em a) ou b)?". Sinceramente não sei. Aí eu me complico! Porque eu já cobrei posições parecidas, embora não acredite que seja honesto ficar com alguém sem querer, só para dar uma chance. Acho que o afeto de outra pessoa deve ser conquistado, embora eu mesmo seja um retumbante fracasso nessa área. Claro que é interessante abrir espaço pra outra pessoa mostrar aquilo que ela pode ser. Mas não se entregar imediatamente apostando em algo que não quer.
Na verdade não tenho argumento nenhum para refutar essa idéia. Só posso dizer o que eu digo diante de tudo pra que eu não tenho reposta satisfatória: É complicado.
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