segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Nota #14 - Ou "minha vida é quantificada"


Minha vida é feita de pedacinhos que vão se encaixando. São peças completamente distintas que com o tempo se ligam, formando um todo. Quando olho pra trás, e vejo o pedaço anterior ao que estou vivendo, me parece que foi uma vida completamente diferente, um outro eu. Acho isso vantajoso porque em geral as pessoas olham o passado e acham que suas vidas passaram rápido demais. Quando olho para o que eu já fiz, parece tudo tão distante que o tempo parece ter se arrastado por décadas.

E nessa nova peça, incerteza e complexidade não vão assustar. Farão tudo mais divertido!

Edit:



Atenção aos 2:00 ~ 2:20

sábado, 24 de janeiro de 2009

Can you see the fireworks?



Acho que esse é o final romântico mais perfeito e simbólico do cinema. Enquanto o mundo explode em volta deles, os dois apenas observam de mãos dadas.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Liberdade é ter coragem

Liberdade não é ilusão. Liberdade é ao mesmo tempo o fim e a base da existência humana, você pode tirar tudo de homem exceto sua liberdade. Ao menos não pode deixá-lo perceber isso. Uma pessoa que percebe não ser livre sempre irá seguir um caminho entre dois: Vai surtar e lutar até a morte para se soltar de suas correntes, ou vai lentamente perder sua imagem como ser humano e se acostumar.

Definir a liberdade é uma das grandes questões enfrentadas pela filosofia. Por exemplo, os iluministas dos séculos XVII e XVIII, e principalmente Immanuel Kant, identificavam liberdade com vontade; um homem livre era aquele que tinha o comando de sua própria vontade. Essa visão, apesar de um tanto reducionista é bastante satisfatória para boa parte das situações. Ser livre é se desligar do que prende a sua vontade e não se submeter ao que o mundo diz que é certo ou errado. Liberdade é então autonomia.
Liberdade é dançar em um mundo estático


Claro, essa discussão requer uma consideração muito maior da complexidade que nos cerca, somos influenciados por uma infinitude de situações e é muito complicado colocar a liberdade como mera relação interna. Mas quer saber, pouco importam as grandes considerações metafísicas. Liberdade agente faz aqui, agora. No fundo o que conta mesmo é o que sentimos. Realidade é isso aqui, o que sentimos. o resto é mero idealismo. Passado, futuro, não são de fato relevantes. Assim, a liberdade é o que fazemos no presente, fazermos o que temos vontade, quando tivermos vontade.

E nisso eu já não me sinto mais tão nietzscheano, não quero mais que minha vida seja um embate de vontades que desejam submeter a outra. Isso eu aprendi, quero ser livre e estar com alguém livre. Quero estar com alguém que faça o que tem vontade, quando tem vontade.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Não é "apesar", é "por causa"

Se eu fosse fazer listas de prós e contras das pessoas... eu não ficaria com ninguém.

Todo mundo tem seu ideal de par-perfeito. Todo mundo procura a tampa da sua panela. Eu também idealizo uma garota perfeita, mas sou meio descrente quanto a essa imagem de perfeição porque na verdade, nunca gostei de uma garota que batesse com esse perfil. Veja, não falo de mera atração, mas de algo mais profundo, um sentimento meio febril que revira o estômago e só acontece muito raramente.

Já gostei de garotas por seu orgulho e teimosia, de outras por sua timidez e humildade. Já fui atraído por altas e baixas, por garotas que falam de mais ou que falam de menos. Desde aquelas mais mainstream até a que achava que respirar oxigênio é clichê. Mas no fim das contas, nunca sequer conheci uma garota que fosse representação fiel da Forma que eu imagino. Percebi que o que me atrai de verdade são as pequenas falhas, porque são elas que nos tornam... humanos.

A perfeição é a mais terrível das tragédias e deveria inspirar o mais absoluto desespero em qualquer um que ame a emoção da descoberta e o prazer de ver o mundo com uma visão cada vez mais aberta, nutrida diariamente por novos olhares. E são as imperfeições de cada pessoa que a tornam tão única, tão desafiadoramente atraente. Reivindico então o direito de me apaixonar pelas mais deturpadas idiossincrasias, pela fala resmungada ou pelo olhar retraído, assim descobrindo um mundo completamente diferente a cada instante. E de mudar de opinião, afinal, condenado à incompletude e à impermanência, o bem mais precioso é a capacidade de pular de um referencial pra outro sem se perder.

Não acho que uma garota deva ser linda, ou muito inteligente, ou muito qualquer coisa. O importante é que ela seja bela por si mesma, pelos pequenos detalhes que a fazem ser quem é. Já não espero uma garota perfeita, Pelo menos para mim já é um grande avanço se ela entender porque eu gosto de Heráclito.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Ligeiras impressões sobre o tempo

Renè Descartes defendeu em seu "Discurso do método" que o conhecimento seria muito mais refinado, perfeito, sólido, se fosse construído pela mente de um único homem. Isto é, se cada ser humano construísse seu saber, ele seria bem mais puro e avançado,menos sujeito ao erro. Descartes compara à ciência com uma cidade, que é muito melhor construída se houver sido projetada por uma mente solitária do se for resultado da vontade descoordenada de vários homens.

Eu concordo com Descartes. Acredito que o único conhecimento seguro, se é que existe algum, é aquele que você descobre, experimenta e comprova por si mesmo, tomando certos cuidados. Porém vejo um obstáculo ao projeto decartiano. Simplesmente não temos tempo de, sozinhos, descobrir a realidade. A vida humana é tão ínfima, que só podemos descobrir um pedacinho do universo e deixar os dados para os outros e tem sido assim desde a aurora dos homens. Desde o princípios somos anões, nos equilibrando uns sobre os ombros dos outros, tentando enxergar o universo além de nossas capacidades individuais. Sendo tão curta a vida, não somos capazes de apreender muito do que existe.

Esse é talvez o meu maior motivo de angústia. Eu vejo o tempo passando, e tanta coisa para descobrir, para conhecer. E sei que simplesmente nunca vou saber mais que uma pequena parte disso tudo. Vejo essa mesma angústia no Fausto, de Goethe, que negocia com o diabo para conseguir a vida eterna. E assim, ter mais tempo para estudar o mundo. Me sinto tentado a dizer que eu também abandonaria muita coisa para ter a oportunidade de viver eternamente e conhecer tudo. Sempre a achei aquela música, Iris, que diz: "I'd give up forever to touch you", a maior balela. Simplesmente não existe amor que me fizesse abrir mão da eternidade. Afinal, o tempo cura tudo.

Imagine quantos livros são feitos todos os dias, quanta informação é produzida. Mesmo sendo a maior parte formada por lixo, estamos condenados a não absorver isso. Em um mundo perfeito, imagino que teríamos toda a infinitude do tempo para prender mais e mais, e poderíamos nos dedicar a isso, sem nos preocupar com indigno labor.

O tempo é percebido pela mudança, pela transição entre estágios excludentes, e nossa visão dele é deformada pela efemeridade de nossas existências. Acredito que o tempo tem natureza cíclica, girando em um eterno devir onde o ponto de saída e de chegada se confundem. Porém somos como alguém que vê apenas uma pequena parte de um gigantesco círculo. Somos incapazes de perceber sua curvatura e acreditamos estar diante de uma linha reta. O tempo nos parece linear porque somos muito pequenos diante dele.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Happy new year!


2009 será uma ano com muita coisa boa para comemorar! E com outra nem tão legais para relembrar.

Nesse ano o Gsto félix fará 90 anos. Comemoraremos 80 anos da crise de 29 com outra crise mundial. Também completam quatro vintenas o legendário ator mexicano Roberto Gómez Bolañoz e a belíssima Audrey Hepburn.

Há 70 anos se iniciava a maior guerra já vista pela humanidade. A escuridão do totalitarismo parecia encobrir o futuro da Europa. Ferdinando Franco toma Madri e põe fim à Guerra Civil Espanhola, A Alemanha Nazista se expande pela Europa sem resistência. A polônia é destroçada pelas tropas de Hitler e Stalin. Ao menos a Finlândia dá um bom trabalho pra URSS na guerra do inverno.

Dez anos mais tarde, o mundo entra em novo período de tensão. Começa a Guerra Fria. A URSS testa sua primeira bomba atômica e os dois pólos dessa guerra ficam bem definidos. Símbolo do período, a Alemanha á dividida. Surgem as Repúblicas Federal e Democrática da Alemanha, lado ocidental e oriental respectivamente. Pra fechar, também em 1949 o socialismo é implantado na China e nasce a República Popular da China.

Em 1959, Maurício de Sousa desenho o Franjinha e o Bidu, assim começa a história dos maiores quadrinhos brasileiros. 69 foi um ano beeem mais movimentado hehe. O mundo se reuniu para ver um homem, pela primeira vez, pisar na Lua. Nos estados Unidos, Woodstock criou uma Era. Já 79 não teve muita coisa boa. Revolução no Irã, Invasão no Afeganistão, Reféns em uma embaixada americana... nada de novo.

Já 1989, esse sim foi um grande ano! Enquanto o mundo socialista caia, nasciam a World wide web e este jovem que vos escreve! Nesse mesmo ano ocorreram os primeiros ataques da Taturana oblíqua em Passo fundo. Tenso! Sim, foi um ano simbólico. Em 1999... bem, lançaram Star Wars episódio I! Apesar de não ser o melhor, ainda é Star Wars! Ah, também teve o Bug do milênio!

E enfim chegamos a 2009. Espero que seja um ano com mais boas notícias que os outros. De qualquer forma, esse será um ano para se olhar muito mais para o céu. Peguem sua lunetas pois será o ano internacional da astronomia! Que seja um ano de muitas descobertas então. E, anotem, será um dia da toalha memorável!